domingo, 14 de junho de 2009

Nao sei,apenas estamos aqui, olhando o nada, enfim estamos sós,caminhando ao vento nao sei,nao tenho nada dizer, estou olhando e nada vejo, so neblina, cerração baixa forte, embaçam os meus olhos,nada vejo, nem adiante de mim nem antes de mim,sub entendido, mal explicado, subito mal estar, te olho agora, nada vejo, caminho por entre as pedras, neblina baixa, me cerca me envolve nada vejo, nem sinto teu calor tuas maos, nao vejo o rio proximo,nao vejo a estrada ao longe,nao encontro consolo,nao vejo nada, passam minutos logo viram horas, passam os dias logo viram meses, logo viram anos, logo viram decadas,logo viram vidas, logo a vida acaba.
Olho nada vejo, nem sinto a respiração forte entrecortada, corpos suados desejo latente,mãos circulando pelo corpo,beijos ardentes,corpos unidos em apenas um,suspiros,sussuros, palavras perdidas, nao ouvidas, olho nada vejo.
Nem vejo que a noite se aproxima, seres das trevas, pardos, animais sorrateiros, aguarda sua presa, movem-se vagarosamente,sorrateiramente,aguardam,
observam esperam, olho nada vejo.
Enfim estamos chagando,onde nao importa, nao sei como estamos, nao vejo teu brilho na escuridão, tua sombra cobre todo o resto da luz que cega, olho nada vejo e assim permanecemos continuamos, seguimos paramos, profanamos,prevaricamos,ousamos, seguimos, paramos olho e nada vejo.
Partimos ainda nao estamos, ficamos, nao estamos mais ali, aqui, la,acola,vigiamos,rondamos, cercamos,seguimos,sufocamos, apertamos, mordemos,posssuimos, desfazemos,cobrimos,enchemos, largamos, fugimos,corremos,nos afastamos,nos livramos, sorrimos, choramos, gritamos, sentimos, amamos, despezamos,ignoramos, isolamos,olho e nada vejo e assim continuo dias, noite, horas, minutos, segundos,meses,anos ,decadas,centenario,milenios,e permanecemos, desistimos, andamos, enfim.
Olho e nada vejo...