terça-feira, 14 de julho de 2015

Sussurro

Quero sussurrar-te palavras nesta  tela  em branco, quero por minha duvida e afeição neste  espaço  vazio, contudo algo ainda me prende, sinto que aos poucos tendo que enfrentar  a consequência  das  palavras parece  haver consolo em despejar tais linhas de  emoção, sendo lógica fria  calculista, sou pega em deslize quando  encontro o papel ou a  tela pra  fazer confidencias,  sinta, permita que o afago e o consolo das minha turbulências  sejam amenizadas em tuas linhas invisíveis, papel ou tela, o meio não demonstra a indiferença, na  verdade não importa,  sempre  foi  meu alento , sempre  pude revelar tudo o que  oculto em  mim, posso ser a verdadeira refletida em tua alva e convidativa planície , sinto em paz  estando  diante de ti, sinto que posso revelar meus maiores, medos, segredos,precipícios e não temerei quaisquer repressão, pois a tela o  papel me  acolhe e me da  abrigo, me  consola, me  da  refugio, e é  apenas disso que  preciso  um colo simples honesto e  caloroso  o alivio de  tantas indagações, duvidas,  descrença, enfim meu mais completo abrigo.
Numa obscura existência que busca  resposta que não consigo compreender, pra que  existir, qual motivo fluir, se  não ha  razão, motivo exposto, seguir  em  frente   a que não traz alivio não ha primícias apenas o ser  existir.